Escrevo essas palavras no V ano de Sua Majestade, o Imperador Sírius VII, que me pediu que escrevesse a história dos minalistas e dos acronianos. Creio ser conveniente falar assim das origens do universo e do surgimento de nosso mundo para que fique claro a todos que é ao Superno e não aos arrogantes deuses que devemos a vida e tudo o mais.
Antes que tudo existisse, só havia o nada. O que muitos tem esquecido é que, ao final das contas, o nada é tudo em potencial, em outras palavras, nele já havia todas as coisas que depois vieram a existir. O que impedia as coisas de existirem era a falta de uma consciência, de uma racionalidade que pudesse criar e ordenar.
Em algum momento ela se fez. Uma centelha divina que veio preencher e dar sentido a todas as coisas: uma inteligência superior que veio a ser a primeira coisa a existir e tomou consciência de todas as demais coisas que através dela foram criadas.
Essa inteligência, essa força criativa que faz parte de tudo o que existe, existiu e que virá a existir nós o chamamos de o Superno. Todas as coisas vieram dele e voltarão a ele.
Antes que houvesse tempo, pois o tempo é uma criação dos homens, o Superno sonhava com mundos e povos, e dos seus sonhops criava-se a realidade. Diversas realidades, diversos mundos que nunca chegaremos a conhecer pois ao acordar o Superno, como os sonhos que eram, também esses mundos desapareciam.
Nós estamos no último sonho do Superno, um dia ele despertará e tudo o que conhecemos como sendo o nosso mundo voltará a consciência do Superno.O minalista anseia por voltar a reunir-se com o Superno, voltando a doce inconsciência e esquecendo as penas, problemas e desgraças deste mundo.
Passemos pois a saber como foi criado os deuses, o mundo e tudo o que há nele.